... Virtude ...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

2ª Meia Maratona

Realizei no passado domingo a minha segunda Meia Maratona, estava englobada na prova principal da 24ª Maratona Seaside de Lisboa. Desta vez fui sozinho a minha esposa Ruth e minha princesa Carolina ficaram em casa pois o boletim meteorológico previa muita chuva e ventos fortes. A alvorada foi bem cedo, e tentei não fazer muito barulho para não acorda-las, logo de seguida a primeira coisa que fiz foi ver o tempo que fazia na rua, estava muito vento mas não chovia, pensei para comigo, “hoje vai ser difícil”. Apesar de tudo não fui sozinho, o António ia percorrer os míticos 42km da Maratona, ele tinha ficado de me apanhar em casa por volta das 8h00, apesar da minha prova só começar as 10h30, assim o foi. Antes de seguirmos viagem a Vitoria veio ficar em minha casa com a prima Carolina e a tia Ruth, porque coitadinha tinha estado um pouco doentinha. Depois lá fomos os três, sim os três porque a Isabel também nos acompanhou, uma palavra de apreço e agradecimento pela sua incansável ajuda que me prestou, e para com todos, pelo seu entusiasmo e participação que encara as provas, e não vai correr. Sempre com a máquina fotográfica a punhos com o seu olhar fixo nos alvos tirando recordações de todos e incentivando-os, meu obrigado. Pronto, e fomos os três já em cima da hora em direcção ao estádio 1º de Maio, com o nossa maior receio era dificuldade de encontrar lugar para o carro, mas conseguimos! Estávamos um pouco distante, mas para atletas, longe torna-se perto. Já estávamos no estádio 1º de Maio deu para rever alguns e conhecer novos amigos. Era praticamente 9h00 mas parecia que não havia muita vontade de dar inicio a prova deu-se sensivelmente com 10min de atraso. Deu-se o “tiro” de partida para os atletas da Maratona, os mesmos ficaram surpreendidos que ainda teriam de percorrer mais uma volta a pista de tartan, ai mesmo formou-se alguma confusão os atletas mais rápidos rapidamente reencontraram os últimos da fila, uns deram voltas a mais e outros a menos penso eu, o percurso não estava bem sinalizado no meu ponto de vista! Apesar disso parece que resto correu tudo bem. Ainda no estádio revi alguns amigos, Luis Mota, Joaquim Adelino, Jose Magro, Fernando Andrade, António Almeida, dando-os incentivos e boa sorte para prova, com uma palmada na mão ao António desejei-lhe mais uma vez força e boa sorte. O incrível Joaquim mesmo antes de sair do estádio parou para nos cumprimentar mim e a Isabel e retribuímos a delicadeza. Logo em seguida seguimos para a Praça do Comercio o local da partida da minha prova, ai mesmo trocamos algumas palavras com outros bloguistas, Jose Alberto, Mário Lima. Estava na hora deu-se o “tiro” de partida para minha segunda aventura numa Meia Maratona, ainda troquei um acenar com a Isabel que ficou pela Praça do Comercio para ver corredores amigos a passar, principalmente o Antonio. Eu segui na minha aventura, nos primeiros metros corri a ritmo lento mas ao passar ao 2km já ia no ritmo que queria, percorri 4km sozinho ate que encontro um amigo que tinha conhecido neste dia o Mário Lima, lá fomos, éramos um pequeno grupo de três atletas, peço desculpa não me lembro do amigo do Mário Lima. Sempre com um ritmo de 5m/km que impusemos. Sentia-me bem mas o vento forte contra que se fazia sentir condicionava os atletas. Mais ou menos aos 5/6 km, porque reparar nas tabletas que mostravam os quilómetros, foi coisa rara, ai avistei o Luis Mota que aproveitei para o cumprimentar, já ia com pelo menos 28km nas pernas. Depois do ponto de retorno finalmente estávamos com o vento a nosso favor que ajudou a repor as energias gastas ate então. Uma palavra de apresso pela simpatia e atenção que teve para comigo durante praticamente toda a corrida, obrigado Mário Lima. A partir do ponto de retorno vinha atento no sentido oposto, porque a qualquer momento poderia reencontrar com o Antonio, havia pelo menos 15m de diferença, ate que o avistei em Alcântara, saí da minha trajectória e fui ao encontro dele dando uma palmada na mão e mais um incentivo, já ia em 8km, e ele com pelo menos 24km nas pernas. Prosseguindo a minha prova ainda fui vendo mais gente conhecida, Jose Magro, Analise Silva, e o Joaquim que vinha na Avenida da Liberdade que fui ao encontro dele subindo o separador central dando-lhe uma palmada na mão e dar-lhe o ultimo incentivo. A partir desse momento faltava-me completar metade da prova, mas o vento estava incerto e não dava tréguas. O amigo do Mário Lima, aos 12km decidiu avançar ficando só nós dois, aos 13km as pernas já pediam para abrandar o ritmo, o Mário incansável sempre a incentivar, dizendo-me para acertar o passo, ajudou muito. Nessa altura decidi tomar o gel que levava para ver se melhorava, já estava próximo do abastecimento dos 15km. Parece que deu algum resultado e não me fez mal ao estômago que parecia um pouco esquisito não sabendo se foi dos abastecimentos anteriores que foi sempre água. Parece que foi boa opção tomar o gel, porque o pior estava para vir aos 16/17km começou o martírio para muitos atletas desde a rotunda do Poço de Bispo uma subida que parecia ser infinita a dificuldade e tanta juntando o vento contra que parecia não terminar. Tudo junto dificultou imenso o rendimento dos atletas, vi muitos a parar continuando a marcha andar, eu também cansadíssimo as pernas a pedirem para parar, mas arranjei ânimo e força para continuar, nessa altura veio ao pensamento as minhas duas princesas, que na altura certa cruzaram na minha vida, amo-vos, e assim foi não parei. Mesmo com a dificuldade, lá fui seguindo o Mário Lima naquele sobe e desce vento incerto ora contar ora lateral, ate que tivemos uma pequena descida para aliviar os músculos que soube bem antes de enfrentar a ultima subida a Avenida EUA em direcção ao estádio. Ao longo do percurso havia muita gente a apoiar penso que eram mais estrangeiros que portugueses que e muito bom, mas fiquei muito triste quando ao passar no cruzamento da Avenida Gago Coutinho presencio os automobilistas a buzinarem não a favor dos atletas mas contra, condutores fulos fora dos automóveis a refilarem com tudo e todos, mas nós atletas não temos culpa de haver pessoas em Portugal, que não compreendem e dão valor a pessoas que gostam de praticar desporto, e muito triste presenciar estas cenas, enfim. Faltava-me pouco mais de 1km e a tarefa parecia dura mas enfrentei-a, meti na cabeça era o último esforço o Mário sempre a frente a “puxar” ate que de repente parou, no final disse que foi cambrias, gritando logo de seguida “força Vítor, continua”, parece que ao ouvir aquelas palavras deu-me mais força, já avistava a curva que daria a pequena recta em direcção ao estádio ia bem ate ultrapassei alguns atletas, não sei Maratonistas ou da Meia. Entrei no estádio já faltava pouco, avistei Isabel e lá estava com a máquina apostos para tirar uma foto, levantei os braços, dizendo para mim, “fui dura mas terminei”, só me lembro da Isabel dizer-me “a Ruth já ligou a perguntar por ti”. Terminei a minha 2º Meia Maratona exausto, com um tempo (01:53:17), parecia que via tudo andar a roda, mas felizmente recuperei logo de seguida pois o esforço tinha sido elevado. Fui ao encontro da Isabel para lhe contar como foi dura a prova que tinha reencontrado com o Antonio durante a prova. Os dois vimos entretanto chegar o António, e os restantes da comitiva blogista. Foi um recuperar de energias com fruta e agua isotonica , também com umas Broas de Castelares que a Isabel tinha comprado a lembrar os atletas, estamos em época natalícia que bom! Trocamos algumas impressores da prova, fotos para depois recordar com os vários amigos que se encontravam. Pronto esta minha descrição da minha prova e de tudo que aconteceu, só me resta dizer para o ano que vem cá estou de novo, quem sabe para percorrer a Maratona!
Quero agradecer a todos que me apoiaram, que tenham uma boa recuperação.

Grande abraço a todos

6 comentários:

luis mota disse...

Olá Vítor!
Depois de São João das Lampas esta em Lisboa. Só faltou a meia Maratona de Tortosendo para escolheres o Top 3 de + dificuldade que conheço.
O resultado alcançado é excelente, para quem se iniciou tão recentemente na corrida.
Gostaria de te agradecer a simpatia e ajuda antes durante e após a Maratona. Muito obrigado. Agora é recuperar.
Boa semana.
Cumprimentos para tod@s da família Mota.

joaquim adelino disse...

Olá Vitor
Excelente descrição da prova e parabens pelo resultado conseguido. Fez-me lembrar S.João das Lampas que fizemos juntamente com o António e exactamente com o mesmo tempo.
Devido aos problemas que tens enfrentado pode-se considerar que foi um bom desempenho.
Obrigado pelo apoio que me dedicaste, no princípio, no meio e no fim, foi muito importante para mim e penso que para todos nós.
Oxalá possas concretizar o sonho da Maratona, com calma e com método penso que consegues lá chegar.
Abraço.

NK disse...

obrigado pelas palavras!

mais um belo blog de corrida que descobri!

abraços,

Mário Lima disse...

Olá Vitor companheiro da Meia. Tanto procurei que te encontrei. Como disseste que estavas no blogue do António foi andando até te encontrar.

:)

Esta teu relato sobre a prova demonstra também a fibra de que és feito. Durante o percurso por várias vezes te vi fraquejar mas cerravas os dentes e passado um pouco ali estavas ao pé de mim. E foi isto durante quilómetros. Não te vi parar uma única vez.

O companheiro que nos acompanhou é o Camacho, "velho" amigo de muitos anos de provas pelas estradas deste País e Espanha.

Tivemos aquele espanhol de Vigo também a acompanhar-nos durante alguns km que se deu a conhecer quando disse que eu tinha apanhado pior tempo na Meia de Vigo/Bayona e ele disse que era uma prova «Muy dura» e eu que o diga!!!

:)

No cruzamento da Gago Coutinho tive que fazer o manguito aquele "palermão" que nos estava a insultar dentro da carrinha. É triste, como bem o referiste, sentir o apoio e o carinho dos estrangeiros e sermos insultados pelos nossos.

Já estou há muito anos no atletismo para saber que assim é, mas custa!

Na última subida, na A. EUA, já não aguentava com a câibra que vinha "arrastando" desde a Rotunda da Avª. António Spínola. Mas sabia que aí não podia parar, faltava ainda um bocado para terminar e tinha "jurado" a mim mesmo que iríamos acabar os dois juntos. Mas não deu! Só me restava parar e incentivar-te para os últimos 500 metros. Fiquei satisfeito ao ver-te passar por mim e continuar a correr com uma vontade indómita de acabares em beleza.

Foi o que fizeste!

Um abraço!

António Almeida disse...

Olá Vitor
mais uma e como não há duas sem três tudo aponta para que acabes o ano com 3 "meias" nas pernas, uma boa base para outras aventuras em 2010.
Domingo não era muito fácil mas quem fez as "rampas" faz tudo o que por cá se vai fazendo na distância da meia.
Abraço.

Joaquim Ferreira disse...

Caro Vitor!

Parabéns pela prova, não há mau tempo ou distâncias que nos façam desistir de participar nas Provas!

Quem sabe nos encontramos por ai!

Já reparei que vai ao III Meeting de Bloguistas, lá estarei também!

Um abraço e boa Provas!