... Virtude ...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

1ª Trilhos do Almonda


Domingo dia 11 de Julho de 2010, participei em mais uma prova considerada “fora de estrada”, primeira edição do TRAIL DO ALMONDA em Torres Novas, inserida nas festas da cidade já na 25ª edição, um evento de referência na região atraindo milhares de pessoas do concelho de Torres Novas, são realizadas no amplo espaço do Jardim das Rosa, perto das Piscinas Municipais Fernando Cunha centro de encontro dos atletas e onde terminava a prova.

Uma prova, uma experiencia, dia de convívio, família Veloso e família almeida juntos seguimos ate Torres Novas onde iríamos juntar aos amigos da blogosfera, Luís Mota, Joaquim Adelino, Brito e Otília, Carlos Coelho, Analise silva, Vitorino Coragem que também iriam participar, os TANDUR também, entre outros que tive o prazer de os reencontrar e efectuar novas amizades.

8h30 hora marcada para transportar os atletas em autocarros ate ao local de partida em Almonda. Despedi-me das minhas meninas com um ate já, sabendo que iam estar algumas horas a minha espera optaram em ficar nas piscinas municipais, menos uma preocupação, lá entrei no autocarro sendo curta a viagem sem qualquer problema. O Aníbal Godinho o organizador da prova, fez um pequeno briefing informando como estava baleado o percurso, provável dificuldade dos últimos 10km como seria importante um boa hidratação durante os abastecimentos e que a prova tinha dois padrinhos Gloria Serrazinha que participou e o José Moutinho que ficou pelos “bastidores”.

9h00 tempo de iniciar a prova, logo encontra-mos ao fim de poucos metros a primeira dificuldade, uma subida com um único carreiro em que teríamos de seguir em fila indiana. Nessa escala perdi de vista o António que só voltaria a revelo no final. Após escalar a encosta o terreno melhorou para correr assim foi ate ao primeiro abastecimento +- 6km, depois a dificuldade aumentou tínhamos que ir ate ao cimo do planalto, iriam ser +-4km, nesse momento já ia acompanhado pelo Brito que seguimos juntos ate final. Em pleno planalto de Santo António, localizado a sul e centro do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, sendo a de maior importância espeleológica a Gruta da Nascente do Rio Almonda, situada no Vale da Serra, contém vários percursos pedestres, permitindo o contacto com a natureza.

Sensivelmente uma hora para percorrer os +-4km ate ao cimo da serra, num vale encantador com um vista linda sem fim, no núcleo da vegetação foi furar-mato com maior ou menor dificuldade deixando marcas nas pernas e não só devido a vasta vegetação, na minha opinião uma zona de beleza natural. 10km de prova no cume da serra onde se situava as antenas ai o campo de visão era imenso e magnífico, o desenrolar da prova partir dai foi praticamente sempre a descer num predominante verde em trilhos incertos com muitas pedras soltas, rochas, areia solta, efectuada num ritmo alto sempre com redobrada atenção com os olhos pregados ao chão, pois o perigo espreitava em alguma desatenção, eu presenciei a duas quedas algo aparatosas. 20km já percorrido tinha deixado para traz a serra que apesar do calor, fez-se sentir uma refrescante brisa ajudando a ultrapassar os trilhos.

Entrava para os últimos 10km, na companhia do Brito, deixando para traz os trilhos técnicos dando inicio a grandes estradões praticamente planos, o calor intensificava-se algo abafado, doíam-me os pés estavam demasiado quente, os dedos queixavam-se, a descida deixou mazelas. Por opção, não levei comigo qualquer reforço”Gel”, só uma garrafa com bebida isotonica que ia renovando, pois existiam seis abastecimentos, bem situados com muita fruta, agua e bebidas isotonica fresquinhas, barras de cereais, talvez faltando a marmelada, mas com amabilidade dos colaboradores sempre prontos para ajudarem.

Aos 23km,não era cansaço mas tinha uma enorme vontade de parar e continuar andar, faltava-me energia, arrependia-me de não ter comigo o “Gel” para reavivar, mas estava comigo o Brito que disponibilizou um “Gel”, não sei como seriam os 7km finais sem este “estímulo”, com certeza ia arrastar-me e sofrer muito, obrigado Brito. Não sei se era psicológico mas pouco tempo depois parecia outro, foram 2km de sacrifício, aprendi esta lição não voltará a repetir-se. Opinião geral em que organização esteve bem em colocar um ponte de agua ao 27km, agua fresquinha para enfrentar os últimos quilómetros. A 1km do final ligo para Ruth a dizer que faltava pouco chegar, ao que me diz que ainda estavam na piscina a divertirem-se, satisfeito em saber que ficaram bem, o tempo de espera foi enorme. Finalmente avisto as piscinas municipais do outro lado do rio, ultimo forcim vou olhando para todo o lado ultrapasso a ponte sobre o rio, meta a vista e nada das minhas meninas. Pouco depois aparecem tristes por não estarem na meta, mas alegres por me verem. A Isabel não fez reportagem fotográfica por uma boa razão. Era necessário tomar o reconfortante banho no balneário das piscinas, seguindo-se o almoço convívio, duas bifanas com sumo e fruta, fora do normal talvez um pouco fraco para quem percorreu 30km, valeu o convívio entre os amigos da blogosfera corredora e entre outros. Como se diz o que e bom acaba depressa, era hora de regressar a casa. Foi o domingo passado da melhor forma possível, praticando desporto e rever os amigos.

Números da 1ª Edição Trilhos do Almonda.
Distancia pelo meu Garmin: 29,22Km
Tempo: 3h17
Lugar: 46º em 119

Seniores: 21º

4 comentários:

joaquim adelino disse...

Parabéns amigo Vitor pela excelente prova efectuada. Numa prova destas temos que ter muito cuidado, não basta beber muita água, o abastecimento sólido é determinante para um bom rendimento, principalmente a melancia que contém elementos fundamentais para uma boa hidratação. Também levei um gel e tomei-o, nunca devemos substimar pormenores que à partida podem parecer insignificantes. Fica a experiência.
Abraço.

Anónimo disse...

Olá TAN
mais "uma" a caminho da UMA, mais uma boa prova a que fizeste, parabéns.
Abraço,
DUR

Mário Lima disse...

Vitor

Estive a ler a prova dos 30 km dos Barris e comparei-a com esta já que a distância é a mesma. Pode não ser é a dificuldade do trajecto, assim como o calor, pois não há dois trilhos iguais.

Nos Barris, embora fosse em auto-suficiência a prova correu bem, aqui com vários postos de abastecimentos já não correu tão bem. Penso que o problema não esteve no GEL (está na moda) mas sim em outros factores. Toda a vida corri sem GEL em distâncias díspares e nunca me lembro de alguma vez necessitar disso para chegar ao fim.

Psicologicamente deve ser óptimo pensar que foi isso mas a vida nem sempre é como a gente quer e nem sempre nos dá tempo para se fazer o que se quer e se gosta.

Foi um momento passageiro, quando se começar a acertar as agulhas da vida o Vítor voltará aos tempos que nos habituou.

Sábado, às 7h30', estará preia-mar, mas muitos ou poucos km vamos a isso, a UMA será a passagem do TAN a DUR e lá estaremos para o confirmar.

Abraços!

luis mota disse...

Olá Victor!
Em apenas um ano de corridas já são muitos e bons os resultados alcançados.
Gostei de estar convosco em TNV.
Aproveito para te desejar uma boa prova em Melides.
Grande abraço,
Luís Mota