... Virtude ...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

XII GP do Atlântico

Dupla TANDUR (Foto Fabio Dias)


No passado domingo corri pela segunda vez o GP Atlântico, organizada pelo Núcleo Sportinguista da Costa da Caparica com apoio da xistarca. A manha acordou atribulada, piorou quando saio de casa para ir ao encontro do Filipe, começou a chover forte feito, já não tinha muita vontade de ir correr quanto mais a chuva e ao frio. A caminho da Costa da Caparica e já no local o Filipe conseguiu convencer de ir correr, já que estamos aqui vamos correr e mais nada somos Tandur . Estava uma manha imprópria, frio, chuva, vento forte, muitas poças de agua pois em cada poça um perigo, não sabendo o que podíamos encontrar. Muitas caras conhecidas, o meu amigo Mário Lima que também não tinha muita vontade em tirar o fato de treino. Já algum tempo não te via, que bom reverte e ouvir teus concelhos. Dorsal e chip na minha posse tempo de ir “equipar” e aquecer um pouco, mas vontade de pôr-me a chuva era nenhuma.


A concentração dos atletas para inicio da prova foi atribulada, ninguém conseguia entender com a forma que a organização optou em colocar a partida, difícil acesso e num local impróprio, tanta experiencia não dá para compreender estas situações. Inicio da prova também atribulado num zig-zag para evitar as poças de água e também ultrapassando os atletas, inicio da prova num bom ritmo, a chuva não parava de cair, foi assim durante a prova toda, vento forte e incerto que levava a querer que a fase final da prova no paredão não iria ser fácil. Os primeiros 5km feitos na companhia do Filipe, fui reencontrando amigos, Fábio Dias que na partida tirou uma foto, Hannilton, Orlando entre outros que não consegui cumprimentar. No sábado tinha feito um treino de 13km, fisicamente estava bem, a não ser a maldita dor no pé que tem importunado desde algum tempo, que veio a dificultar a segunda parte da prova. Ai comecei a reduzir a passada, a dor aumentava, o Filipe bem incentivava mas não conseguia e afastava-se. Seguia já em direcção ao acesso do Paredão e sigo acompanhado pelo Hannilton, continuava a ser massacrado pelo vento ainda mais forte a chuva que não parava e a dor aumentar. Pior parte do percurso, eis no Paredão estava bem pior do que imaginava, o vento ainda forte vindo do mar revoltado fustigava-nos com areia da praia trazida pelo vento quando batia no corpo se cravava na pela e na roupa, um luta constante contar as intempéries. Pouco mais de 1km para final o paredão tinha ficado para traz que tanta moça fez, o Filipe seguia ai uns 200metros a minha frente bem que tentei aproximar dele, mas não conseguia, desisti e deixe-me ir naquela passada e chegar ao final, tanta coisa aconteceu que nem olhei para relógio, foi mesmo querer chegar ao final. Avisto a meta nem forcei, olho para placar de seguida lembro-me que tenho relógio, passo a linha de meta observo 10km certinhos no GPS muito raro acontecer. Primeira prova em 2011, termino com 43’20’’ num ritmo de 04:19 min/km, resumindo não foi mau mas foi muito desgastante esta prova!
Encharcado ate aos ossos, a roupa pesava quilos, incrível mas parecia que tinha andado a rebolar na areia tal era abundância. Naquele momento queria mesmo sair dali, tomar um duche de água quentinha e descansar o corpo e a mente, pois ainda tive uma “tareia” ate as 24h a trabalhar, tinha mesmo que ser, enfim.

Próxima prova que já estou inscrito, Corrida da Arvore pois ao Trail do Sicó tem que ficar para uma próxima oportunidade.

6 comentários:

Anónimo disse...

Companheiro
como eu gostava de vos ter tido em Sevilha.
TANDUR em grande aquém e além fronteiras.
Força.
Abraço,
António Almeida

joaquim adelino disse...

Ânimo caro amigo, as mazelas fisícas vencem-se em todas as frentes, a corrida é um excelente contributo para isso e a companhia dos amigos é sempre fundamental, como gostaria de te encontrar agora em Alavados e depois em Sicó.
Entretanto a persistência em obter os melhores resultados deve prosseguir, com paciência e determinação.
Abraço.

Mário Lima disse...

...a roupa pesava quilos, incrível mas parecia que tinha andado a rebolar na areia tal era abundância.

Olá Vítor

Agora já sabes como se sente um croquete. Panadinho foi como ficamos depois desta prova.

:))

Realmente aquele local de partida não era o mais adequado porque não sabíamos ao certo para que lado iríamos virar, já que atrás havia muito espaço, só que se pensava que era para lá e afinal era para cá, e eu vi-me junto aos "quenianos" quando deveria estar lá prós fins do pessoal.

:))

Nunca tinhas corrido uma prova assim (mesmo naquelas que fizémos nos trilhos, S. Pedro foi amigo da gente já que nunca choveu nessa altura) mas ficoa esta prova na memória. Se estivesse bom tempo era como um treino lunar feito de dia.

:))

Esta já está, venha a próxima.

Abraços

Filipe Fidalgo disse...

Olá, Companheiro.
Foi um prazer fazer mais uma prova na tua companhia. Foi pena as dores te terem atrapalhado, pois os dois juntos tinhamos feito aquele paredão com uma perna às costas, ou não fossemos Tandur.
Recupera agora, mental e fisicamente que o ano ainda vai no ínicio, teremos de certeza muitas oportunidades de te voltar a ver sorrir.

Um grande Abraço Tanduriano.

José Xavier disse...

Olá Vitor;

Isso é que foi sofrer hein!!As condições climatéricas e a lesão não te deram tréguas. As lesões é que não é aconselhável fazer grandes esforços, mesmo assim deste-lhe bem!!

Agora com mais chuva ou menos areia, esta é a vida de um corredor de estrada.

As melhoras. Um abraço amigo dos Xavier's

luis mota disse...

Olá Vítor
Estive a efectuar uma leitura por todos os teus textos e parece que houve alguma situação menos boa (espero estar enganado).
A ter sucedido algum contratempo espero que seja ultrapassado com coragem e que tenhas apoio dos que te rodeiam, para que tudo volte a tomar o bom caminho.
És uma pessoa que admiro e o meu mais fiel “seguidor” no dorsal 3739, de quem recebi bom apoio. Fico por aqui… Mas podes sempre contar comigo.
Grande abraço, Amigo Vítor.