... Virtude ...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

II Trilhos de Almourol

II TRILHOS DE ALMOUROL


Trilhos de Almourol, é para mim uma prova de eleição, se há provas que nos marcam e tornam-se especiais esta e uma delas, foi onde me estreei nas provas Trail em que não posso faltar. Estive na indecisão ate duas semanas do dia da prova em participar, o horário laboral estava a complicar a minha ida ate ao Entroncamento mas consegui ir, sacrifiquei-me mas tanto gozo me deu percorrer os Trilhos e rever os grandes amigos. Cheguei ao entroncamento numa curta viagem quase em cima da hora de partida para Aldeia do Mato, nada vi, só tempo de equipar e ir para autocarro que fui na companhia de vários amigos, Jorge Serrazina, José Melo, Dina e Paulo Mota entre eles o grande amigo Mário Lima que fomos pondo a conversa em dia. Aldeia do Mato mesmo local da partida da ultima edição, muitos eram os que participaram na ultima edição, só um que outra razão não pode participar mas quis estar presente para ajudar e juntar-se a festa, falo do “Pára que não Pára”, Joaquim Adelino em que agradeço o incentivo que me deste em alguns pontos do percurso, põe-te bom pois faz-nos falta. Antes da partida entre abraços, fotos e conversas para animar uma manha fria, deu por momentos esquecer os problemas.


Rever e agradecer ao José Brito um dos obreiros dos Trilhos de Almourol, estando de parabéns toda equipe CLAC. Os minutos passavam, e quando dei por mim estava ao lado do Luís Mota mesmo na linha da frente, e por ai deixei-me ficar, afinal estava um TANDUR a comandar o pelotão….. 10h00 inicio da prova com traçado diferente mais técnico e difícil, parti confiante em percorrer os 39km. Logo no inicio uma descida vertiginosa, o pelotão começa a rolar e as desfazer-se, olhava para traz via uma grande corrente de corredores a seguirem os trilhos. Os quilómetros iam-se transpondo com maior ou menor dificuldade, em certos pontos e abastecimentos via uma cara conhecida um certo conforto e força anímica para continuar, agradeço ao Joaquim, Otília e Brito. Ate aos 30km rolei sempre há vontade sem problemas alguns, tinha gasto pouco mais de 3h, mas as descidas íngremes e as subidas acentuadas, as “paredes”, ouve duas que fizeram moça a muito atleta, ao 17km, e ao 19km com pelo menos 40% de inclinação, depois de subir e olhar para traz e ver os outros, ate doía.


Faltava 13km para final no abastecimento em Almourol o Brito incentivava todos os atletas dizia que faltava pouco para final. Pouco mais de 2km mais a frente começou o meu calvário as cãibras apareceram, foram 10km de sacrifício e de vontade em terminar. Foram sistemáticas corria mal apanhava um inclinação a subir tinha que parar, cãibras nos gémeos, dores nas coxas os músculos estavam bastantes maltratados. Arrastei-me durante 10km mas terminei, adorei correr novamente, na minha opinião está mais bonita do que na edição anterior, o terreno não esteve tão pesado mas esteve mais técnico que particularmente gosto, participaram muita gente é sinal que no ano passado os atletas gostaram, certamente os Trilhos de Almourol vai ser grandiosa, vai ser uma das melhor em Portugal. No final a Otília bem gritava por mim, mas nem sei como corri aqueles metros finais com cãibras, terminei os 40.7km marcados no meu Garmin gastando 4h30, classificado em 54ºlugar em 185ºatletas na geral da classificação. Os meus parabéns ao Luis Mota pelo 3º brilhante lugar, e a todos aqueles que terminaram esta difícil prova. Depois de terminar só tive tempo de tomar um duche reunir a companhia e rumar para Almada, tinha os minutos contados pois as 17h tinha que estar no local de trabalho para mais 8h, que tanto me custou foi um fim-de-semana de sacrifício que no final valeu a pena, pois correr e estar perto dos amigos sempre gratificante.


As mazelas estão recuperadas, estou convicto que estarei domingo presente para percorrer novos caminhos no Raid Atlético Vale dos Barris, na Arrabida.

3 comentários:

joaquim adelino disse...

Parabéns Vitor, e obrigado pelas palavras elogiosas que me diriges.
Vale de Barris espera-nos.
Abraço

Mário Lima disse...

Vítor

Foram 10 km finais de dificuldade mas acabaste. Não sei se, parafraseando o que tens aqui como citação, se tiveste o prazer seguido da dor ou se foi a dor seguida do prazer. Inclino-me para para ti a 2ª hipótese. O prazer que se tira depois de venceres o desafio é sinal que se houve dor ela não foi maior que o teu prazer.

A mim sucedeu-me o contrário tive 1º o prazer depois foi a dor.

:))

Vamos lá a ver se "temos" pernas prós Barris.

:)

Um grande Abraço Vítor e é sempre um prazer enorme ter-te ali a meu lado.

luis mota disse...

Foi uma excelente prova aqui na região onde vivo e que curiosamente desconhecia.Obrigado pelas palavras e força aí.
Forte abraço Amigo